A Cidade do México é a metrópole mais vigiada por vídeo das Américas
“O que é recomendado é que quando acontecer alguma coisa, eles vão abrir a pasta e no dia seguinte solicitem as provas em vídeo, porque (sem arquivo de investigação) não conseguirão acessar essas informações”, afirma Salvador Guerrero Chiprés, coordenador geral do C5 CDMX.
Na verdade, ele compartilhou que recebem cerca de 160 solicitações por dia de pessoas solicitando que as gravações do C5 sejam apresentadas como prova em tribunal.
Por outras palavras, se uma média de 640 processos de investigação são abertos todos os dias na Cidade do México (232.476 por ano, segundo dados do Censo Nacional de Justiça Estadual e Federal de 2024), 25 por cento deles têm uma gravação de câmaras governamentais como prova.
Embora o sistema de videovigilância da Cidade do México seja uma ferramenta para prevenir e punir crimes, a cidade ainda regista a maior taxa de criminalidade do país, com 54.473 crimes por 100.000 habitantes. Num inquérito realizado em 2025 pelo Instituto Nacional de Estatística e Geografia, 75,6 por cento dos residentes afirmaram não se sentir seguros.
“A inibição e a repressão ao crime são complementares… Toda a literatura mundial o indica, todos os dados de todas as secretarias de segurança pública do mundo o indicam e, no caso da Cidade do México, também é óbvio que há mais confiança dos cidadãos quando há mais câmaras, sejam públicas ou privadas”, afirma Guerrero Chiprés.
Apesar de a capital do país ser a mais fortemente monitorado cidade no continenteainda há muito território a percorrer. Dados partilhados pelo responsável do C5 revelam que apenas um terço da cidade é coberto por estas câmaras.
“Em nenhum lugar do mundo isso acontece (que haja vigilância em 100% dos espaços públicos)”, diz Guerrero Chiprés. “Por isso deve haver contribuição de toda a comunidade. Se a comunidade não participar com câmeras próprias e também com sua visão cívica, (a segurança) fica impossível, porque há mais de 63 mil quarteirões na cidade, e estamos presentes em 20 mil.”
Entre no bunker de espionagem
Estrategicamente localizadas nas áreas mais movimentadas e com maiores índices de criminalidade, as câmeras de videovigilância operam a partir do Centro de Comando, Controle, Computação, Comunicações e Contato com o Cidadão (C5 CDMX) da Cidade do México, um bunker que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, e onde há presença permanente de representantes de 29 agências federais e locais, como a Guarda Nacional do México, a Marinha, a Defesa e as Secretarias de Segurança Cidadã.
Embora o C5 seja conhecido principalmente pela videovigilância, este espaço reúne diferentes formas de acompanhar as reclamações dos moradores.



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