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O clube dos meninos sobre o qual ninguém deveria escrever

O clube dos meninos sobre o qual ninguém deveria escrever

Se você trabalha com tecnologia, a nova novidade da Wired história de capa não vai exatamente destruir sua visão de mundo, mas é uma leitura genuinamente ótima.

A repórter Zoë Bernard passou meses conversando com 51 pessoas (31 delas homens gays) para mapear uma subcultura que tem sido um segredo aberto no Vale do Silício há anos: homens gays, nos escalões superiores da tecnologia, silenciosamente criando suas próprias redes, como as pessoas poderosas sempre fizeram.

Um investidor anjo diz claramente: “Os gays que trabalham em tecnologia estão tendo um enorme sucesso… eles apoiam uns aos outros, seja para contratar alguém ou investir anjo em suas empresas ou liderar suas rodadas de financiamento”. Outra fonte enquadra isso de forma quase filosófica: “Os heterossexuais têm o campo de golfe. Os gays têm a orgia. Isso não significa que seja problemático. É uma maneira de nos unirmos e nos conectarmos”.

A peça não deixa a cultura totalmente fora de controle. Como acontece onde quer que existam dinâmicas de poder, nove dos homens gays entrevistados descrevem ter experimentado avanços indesejados de colegas mais experientes – e Bernard não hesita em examinar onde termina o networking e começa a coerção. Mas as suas fontes são cuidadosas sobre o que isso significa: “Este é um assunto complexo e não creio que os leitores consigam estabelecer a distinção entre alguns homens maus serem gays e todos os homens gays serem maus. Pode ser um caminho escorregadio para a homofobia.”

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